30 de jan de 2012

O primeiro desfile do último dia de SPFW foi o da Neon, realizado no Teatro Tuca Arena da PUC-SP, inspirado na cultura, cores e aromas de Istambul. As famosas estampas ganharam desenhos étnicos e de animais que remetiam à cultura turca. Nas formas, tubinhos, boleros, quadris valorizados por dobraduras e paletós que tinham ombros destacados ou eram combinados a tomara que caia. As cores variaram entre vermelho, vinho, laranja, amarelo, pink, roxo, azul marinho, verde e preto. Entre os materiais, seda, brim, palha, metal, lã bouclé e crepe, Jersey e camurça de lã. No fim, o público foi animado pela bateria da escola de samba Águias de Ouro. A beleza foi criada por Lau Neves, que se inspirou no filme Cleópatra, de 1963, com Liz Taylor. A pele era básica e uniforme, com hidratante, base, corretivo e pó; os olhos eram bem dramáticos, com traços orientais feitos com delineador em gel e lápis pretos, rímel e pigmentos laranja neon, roxo e bege nude. Os cabelos foram feitos por Paulo César Schettini, com formas e volumes quadrados e dramáticos, preparados com sprays de volume e mousse.

Fernanda Yamamoto buscou referência no Renascimento para mostrar uma coleção com motivos inspirados em pinturas do século XV, revelados em tapeçarias e tecidos com fios entrelaçados (jacquard). As formas tinham um clima sportswear, secas, com recortes e fendas retangulares. A alfaiataria veio minimalista e urbana, com recortes combinados a detalhes com canutilhos. As cores partiram das telas a óleo: laranja, vermelho, ouro, azul marinho e preto. A beleza foi feita por Marcos Costa: pele feita com base líquida e iluminador nas têmporas, nariz, testa e acima dos lábios, além de outro mais escuro usado como blush; as pálpebras móveis receberam sombra lilás e cílios postiços ficaram super alongados com máscara; na boca, batom matte. Os cabelos vieram torcidinhos de lado, com muito spray, ou então bem escovados e presos em um rabo baixo nas modelos que recebiam toucas.

A coleção masculina de Alexandre Herchcovitch foi inspirada nas vestimentas dos judeus ortodoxos, combinando-as com elementos esportivos e urbanos. Casacos em náilon e couro com volume, desde boleros até mantôs e trench coats com comprimentos diversos (às vezes com faixas cheias de franjas, como as vestes religiosas) deram o tom do inverno da grife, que também investiu na lã. A estrela de Davi apareceu em texturas e relevos de algumas peças. As calças ganharam nova silhueta, sem serem bermudas nem muito compridas, em diferentes materiais. Entre as cores, preto, branco, cinza e azul. As estampas se estendiam das mangas ou barras de casacos e camisas até a parte debaixo do look. Celso Kamura ficou a cargo da beleza dos meninos, que tiveram a pele hidratada e corrigida, com alguns pontos de iluminador. Os cabelos estavam bem naturais, escovados para a frente com os fios no rosto e finalizados com pomada seca. Quem tinha cabelo comprido apenas os teve escovados para que as mechas ficassem mais para a frente.

A Amapô teve influência das artes plásticas, do livro do coletivo AVAF, dos quadrinhos e de seus próprios estudos e croquis para desenvolver a coleção. Por isso, foram vistas estruturas armadas com tiras nas peças femininas, que deixavam à mostra o underwear e a pele. Jogos de luz e sombra foram criados a partir de faixas de tecidos mescladas a transparências. Para os homens, uma alfaiataria comercial com muitos paletós e calças variando entre skinny e cintura alta bem marcada. Os jeans ganharam lavagens diversas, desde retrô até tons mais brutos com manchas de tinta, e traziam também trabalhos de tressê em tramas e urdumes. A cartela de cores passou por branco, preto e azul, além de estampas multicoloridas desenvolvidas em parceria com Fabio Gurjão. Entre os materiais, denim, jersey, viscose e tricô. Ricardo dos Anjos foi responsável pela beleza: pele com base, corretivo e um blush fazendo o contorno do rosto e outro nas maças, dando toques de brilho. Um iluminador em pó foi aplicado nas têmporas, em cima do nariz, no queixo e acima da boca. Os lábios ganharam apenas hidratante e o olhar teve só as sobrancelhas “ajeitadas” com rímel incolor e muito rímel preto nos cílios. Os cabelos tiveram inspiração punk, com amarrações geométricas.

Encerrando a noite e o São Paulo Fashion Week – Inverno 2012, a grife de André Lima teve inspiração em elementos asiáticos e africanos e mostrou looks sofisticados que misturavam tecidos, texturas e estampas, como o tweed com brilho. Os vestidos tinham camadas de babados, ora volumosos ora estruturados. Na alfaiataria, pantalonas com cinturas marcadas, casacos com recortes, camisas com detalhes nos ombros ou golas, combinadas a saias longas. Nas cores, tons terrosos, laranja, amarelo queimado, ouro e preto. A última beleza do evento foi criada por Robert Estevão. No make, pele com hidratante, base, corretivo, pó usado como iluminador nas têmporas e blush feito com iluminador rosa forte, mais um marrom matte embaixo das maçãs. Os olhos foram esfumados com pigmento roxo no côncavo e na linha dos cílios e outro dourador no centro da pálpebra. Para completar, lápis preto embaixo, muito rímel e sobrancelha marcada. Na boca, batom marrom intenso matte. Os cabelos tinham dois coques banana desfiados e com muito spray de alta fixação, além de mousse para dar volume extra nos fios mais lisos.

Todas as fotos: Agência Fotosite

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