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Todo mundo quer ter, mas esquece que é preciso ser.
21 de jun de 2011

Sábado foi o último dia de desfiles do São Paulo Fashion Week – Verão 2012. Se você perdeu alguma coisa, aproveite para conferir aqui um resumão de todos os desfiles!

O dia começou com a coleção de Pedro Lourenço, apresentada no bar Baretto, no Hotel Fasano. O próprio designer explicou cada uma das construções dos looks, que não usam recortes e pregas e preservam a continuidade de estampas em todo o corpo. Transparências traziam leveza às vestes, e zíperes e imãs revelavam, em peças aparentemente lisas, desenhos tropicais de Lelli de Orleans e Brabgança. Entre os materiais, sedas francesas, couros italianos, tweed em trama de papel com palha, lã ou algodão e um látex da Amazônia que tem aspecto de couro. A beleza veio bem leve, com boca com gloss levemente avermelhado, pele corrigida e toques de iluminador e blush. Os cabelos vieram lisos, ora presos em rabos baixos ora soltos.

De volta ao espaço da Bienal no Ibirapuera, João Pimenta fez seu desfile de moda masculina inspirado nos universos da música, dança e pintura. Os looks variaram entre o colorblocking (em amarelo, rosa, ametista e esmeralda) e os monocromáticos (em preto, prata e off-white), em peças confortáveis mas com formatos diferenciados. A alfaiataria passeia por costumes mais amplos, que só são ajustados com o uso de franzidos, pregas e ombros derrubados. Entre as produções mais conceituais, bodys em tule transparente com bordados de flores e pássaros. Seguindo a linha da androgenia, que tomou conta das semanas de moda da temporada, a modelo Carla Monfort desfilou um look masculino. Ricardo dos Anjos foi o responsável pela beleza, que foi inspirada em David Bowie: pele pouco corrigida, blush bem marcado afinando o rosto, e boca com leve gloss. Os cabelos foram colocados para trás com gel.

Em seguida, Fernanda Yamamoto apresentou uma coleção de peças em formatos irregulares, de comprimento curto e efeito tridimensional, com inspiração na natureza. Vestidos vieram em patchwork de materiais diversos e alguns em formas retas com plissados formando delicados volumes. Estampas da Hello Kitty, desenvolvidas pela ilustradora Iamana, surgiram aplicadas como carimbos em tecidos com fundo de cores pinceladas. Nas cores, tons terrosos, laranja, verde, azul e cinza. A maquiagem de Marcos Costa homenageou o cerrado com pele natural, blush bronze, olhos só com rímel e batom marrom. Os cabelos foram presos em coques altos e firmes e receberam folhas típicas da região coletadas por Marcos e regadas todos os dias com água mineral, para se manterem conservadas até o desfile.

A Amapô viajou para o Havaí e trouxe na bagagem inspirações para sua coleção de verão: contraposição entre formas amplas e despojadas e outras mais estruturadas; recortes assimétricos que revelam a pele; explosão de cores e estampas do artista plástico Rick Castro. Nos materiais, linhos, telas e denim. O make veio “nada”, mas com texturas, em duas versões: uma com batom “cor de papelão”, que também foi aplicado nos olhos com gloss marrom e transparente, delineador branco, blush cremoso dourado do osso das maças até perto do nariz (aparência de queimadinho de sol); a outra com batom sutilmente laranja que também foi aplicado nos olhos, com gloss transparente e delineador branco. Os cabelos foram divididos em mechas, receberam spray seco e então foram passados os dedos para garantir a textura. Depois, foram presos em rabo de cavalo baixo e finalizados com um enorme laço de plástico. Para os garotos, chapéus de plástico.

André Lima mostrou novamente sua exuberância e chamou a atenção com a retomada da proposta de calças para festas, que vieram amplas ou fluidas e com fendas generosas. A pele ficava à mostra, também, nos ombros, costas ou colos. Nos vestidos, brincadeiras com os comprimentos, que podiam variar numa mesma peça, além de cores fortes, brilho e laços. Os materiais exploraram transparências, paetês e lamês e as cores o preto, prata, branco e vermelho. A beleza foi assinada por Robert Estevão e trazia um olho gráfico com sombra cremosa vermelha, delineador preto com uma ponta para fora do olho, pigmento dourado no canto interno e lápis preto na linha d’água. Sobrancelha preenchida, rímel em cima e embaixo, bluh cremoso pêssego, iluminador no nariz e nas têmporas e boca rosa clara. Os cabelos foram presos em um rabo de cavalo bem esticado, com spray, e receberam uma trança, cuja ponta foi presa com grampos no topo do rabo.

O último desfile do evento – e da temporada – foi o de Ronaldo Fraga, que homenageou Noel Rosa, inclusive com trilha sonora ao vivo da escola de samba Vila Isabel e do ator Rafael Raposo, que interpretou o sambista no filme “Poeta da Vila”. Nas peças, referências a fantasias de carnaval como pierrô, colombina e marinheiro – com plissados, babados e camadas – e concentração em looks em preto e branco. A boemia de Vila Isabel apareceu em estampas de copos de botequim, baralho e fósforos. Shorts e calças com cintura alta, transparências em vestidos, saias e blusas e bodys de pegada retro completavam a coleção. Ao final um super baile embalou os convidados. A beleza de Marcos Costa buscou inspiração no Rio dos anos 30 e trouxe uma maquiagem melancólica, com base e pouco pó, inclusive na pálpebra móvel, além de gloss pérola nos lábios. Para adornar, algumas modelos ganharam pedrinhas coladas no rosto, para imitar pierrôs. Nos cabelos, Marcos aproveitou as texturas “podrinhas” que os cabelos das modelos já traziam de outros desfiles e apenas aplicou um babyliss, prendendo depois com grampos em coques despojados. Para adornar, acessórios desenvolvidos por Marcel Juppy enfeitavam as cabeças em formatos de instrumentos como pandeiros e violas.

Fotos: Agência Fotosite

20 de jun de 2011

Saiba hoje como foram os desfiles da última sexta-feira, penúltimo dia de São Paulo Fashion Week. E amanhã contaremos tudo sobre os últimos desfiles do evento!

O 5º dia do SPFW começou com o desfile da linha masculina de Alexandre Herchcovitch, na loja MiCasa/Lado B, que fica nos Jardins. A coleção apresentada era bem contemporânea e trazia referências do universo do camping, caça e pesca. Chamaram a atenção as peças com muitos compartimentos e bolsos, como casacos e coletes longos, e a alfaiataria de formas limpas, em materiais como náilons, lã, camurça sintética e canvas de algodão. Nas cores, rosa, lima, cáqui, vermelho, marinho e alguns verdes, além de combinações de tons neutros com estampas, como as florais. A beleza de Celso Kamura trouxe uma cor saudável nas peles dos meninos, usando primer e blush coral cremoso. Nos cabelos, babyliss.

A Neon armou sua passarela na parte externa do Museu Brasileiro da Escultura (Mube) e trouxe uma coleção bem colorida em laranja, rosa, azul e verde, em peças em colorblocking, monocromáticas ou com estampas étnicas e gráficas. Macaquinhos, cáftans e hot pants tipo anos 50 foram algumas das peças, que priorizaram comprimentos curtos e cinturas altas. A maquiagem de Lau Neves usou sombras dourada e rosa em degradê, sobrancelha bem acabada, lápis branco dentro do olho, blush marcado e lábios em cores vibrantes (laranja, vermelho, Pink, vinho e preto). Os cabelos foram feitos por Paulo César Schettini em rabos de cavalo baixos que foram base para acessórios de cabeça.

Atrás do auditório, no Parque do Ibirapuera, a Ellus desfilou sua coleção ao som de uma banda de indie rock e inspirada nesse mesmo clima, o de festivais de música ao ar livre. Peças assimétricas, vestidos amplos e túnicas, pantalonas em tecidos brilhantes e calças justas. Algumas peças receberam recortes em couro, texturas de pele de cobra e apliques metalizados. Os jeans vieram em estilo sujinho e também em linha color de lavagens super claras. Na cartela de cores, branco, prata, cáqui, amarelo-neon, laranja, verde e marinho. O make foi preparado por Lyne Desnoyers, que pensou em uma menina “dançando no deserto”: pigmentos amarelo, laranja e neon nos olhos, pele corrigida com pó na zona T, lip balm na boca, rímel e blush cremoso rosado. Os cabelos de Robert Estevão também trouxeram um clima de deserto, com textura de “sujinho” feita com mousse, babyliss médio e acabamento feito com escova, para tirar as ondas marcadas. Depois, eram presos em rabos de cavalo baixos e finalizados com uma pequena trança do lado esquerdo.

O filme sobre vampiros Fome de Viver, dos anos 80, foi o tema escolhido para inspirar o desfile da V.Rom, que misturou o casual com o street. Calças mais curtas, bermudas mais compridas e muitos bolsos na parte de baixo; em cima, camisas sem manga, cavas amplas, plissados e lapelas desconstruídas. A alfaiataria trouxe blazers de comprimentos e formas variados, alguns inclusive sem manga ou com capuzes. As estampas remetiam a sangue e flores e as cores variaram entre preto, branco e marinho, com um pouco de vermelho e dourado. A equipe de Robert Estevão preparou uma beleza básica e limpa para receber o sangue de mentirinha que representava o tema vampiresco.

A FH por Fause Haten preparou um desfile-performance, coreografado por Alex Ratton, chamado “Silêncio”. Modelos desfilaram com vendas, ajudadas por condutores vestidos de preto, enquanto se ouvia apenas um poema recitado por Haten a respeito da personagem “Clarisse, que dorme” e sons de caixinhas de música. Nas peças apresentadas, muita sofisticação pontuada por brilho; formas diversificadas, que iam das amplas com volume localizado e babados às alongadas com dorso em cordões rígidos. A leveza das rendas foi combinada ao peso do couro e pontuada por cristais, em um clima de sonho. Ao final, quando se ouvia “acorda, Clarisse”, as modelos retiravam as vendas. O clima “acordando” inspirou a beleza de Ricardo dos Anjos, que trouxe pele com pouca correção, blush leve rosado e batom rosa clarinho, que teve o excesso retirado com um lencinho. Nos cabelos naturais, sem produtos, foram feitos coques “dia a dia”, que foram depois soltos para ficar com esse jeito “acabei de acordar”.

A moda praia do dia veio com o desfile de Adriana Degreas, sob o tema “O jeito chic de ser brasileiro”. Modelagens vintage em tons de terra, dourado, verde, azul e preto e estampas máxi anos 70 e 80, como grandes penas azuis, folhagens e onça. Nas peças lisas, detalhes como broches e adornos metalizados. As partes de baixo, vieram em sua maioria com cintura alta, mesmo quando fio dental. Nos maiôs, sensualidade em fendas e transparências. O auge veio com a entrada na passarela da atriz Sonia Braga, ao som da música “Tigresa”, escrita para ela por Caetano Veloso. A beleza de Robert Estevão trouxe um glamour carioca dos anos 70 focado nos olhos gráficos, em dois tons de verde e um de marrom, e com delineador e rímel em cima e embaixo. Blush rosado cremoso e iluminador também cremoso nas têmporas, ossinho do nariz e acima do lábio superior. Nas bocas, batom um tom mais claro que a pele. Os cabelos ganharam coques estilizados, presos de lado, cujas mechas que sobravam eram desfiadas e presas na lateral.

A noite terminou com Lino Villaventura trazendo deusas para a passarela, em vestidos de diferentes comprimentos em construções assimétricas e materiais nobres. Nervuras, plissados e pregas completavam as produções. Os detalhes ficavam por conta de flores de tecido e broches de cristais e vidrilhos. Bodys em arte de tatuagem rococó foram combinados a vestes em patchwork de rendas. O modelo andrógeno Andrej Pejic brilhou vestido como uma deusa. Na beleza, Marcos Costa brincou com tons frios e quentes. As meninas ganharam bocas vinho, em batom aplicado com a ponta dos dedos, concentrado do meio dos lábios; blush carmim bem marcado; sombra cremosa ouro também aplicada com o dedo e, por cima, pigmento em pó brilhante bronze e dourado. Os cílios receberam apenas curvex. A pele bronzeada foi feita com dois tons de tonalizantes aplicados e bem espalhados nas têmporas, osso do nariz, maçãs do rosto, testa, buço e queixo. Nos meninos, olhos borrados de preto, bigode ralo falso feito com lápis e tatuagem fake nas costeletas que representa uma pintura de guerreiros Maori. Nos cabelos, coque desfeito finalizado com tiaras para as meninas e topete para os meninos.

Fotos: Agência Fotosite

17 de jun de 2011

Paula Raia abriu o 4º dia de desfiles do SPFW recebendo convidados em sua mansão no Jardim Europa para apresentar sua grife homônima. A coleção veio inspirada na moda urbana chique, com um pé no hip hop. As peças variam das mais soltas às mais estruturadas. Macacões recebem recortes que deixam a pele à mostra e microtiras foram aplicadas com pregas em blusas e vestidos. Na beleza de Ricardo dos Anjos, uma maquiagem bem limpa: pele com pouca correção, blush laranja claro e boca apagada com corretivo. Os cabelos foram feitos com tranças tipo afro misturadas a apliques “jumbo”, baseados na pegada hip hop.

A Maria Bonita desfilou tradições portuguesas – referências em artesanato, azulejos, bordados e tapeçaria – com um jeitinho brasileiro, em uma coleção minimalista. Peças amplas e confortáveis, tecidos quase sempre naturais pontuados por tecidos fluidos como se fossem lenços portugueses, bordados e até crochê em fios de ouro. Nas cores, branco, cru e algo de vinho, amarelo, azul e verde abacate. A beleza de Celso Kamura se inspirou nas pinturas em tecido e trouxe bocas estampadas com flores, ou então coloridas em azul ou amarelo, destacadas em uma pele corrigida e olhos sem nada. O cabelo veio preso em coque com risca lateral marcada ou então em um rabo de cavalo do lado da cabeça, nos looks que depois recebiam chapéus.

O primeiro desfile de moda praia do dia foi o da Água de Coco, que se inspirou na arte na vida das pessoas, especialmente a Arte Moderna. Os biquínis e maiôs vieram assimétricos e alguns com cortes geométricos. As laterais das calcinhas eram mais largas (contrariando o que se via até agora) e torcidas. Já as costas foram valorizadas em grandes decotes. Para adornar, muitos metais dourados em fivelas e outros detalhes. As cores estavam fortes, como laranja, pink, azul e verde, e as estampas variavam entre florais, fotografias de praias, lápis de cor, quadrados coloridos e coqueiros. No make de Marcelo Gomes, opção pelo clean apenas com olho marcado. Base líquida, iluminador nas têmporas e blush laranja cremoso (inclusive no nariz, para ficar com ar “queimadinha de sol”). Nos olhos, sombra amarela brilhante no côncavo e nos cantos, gloss incolor por cima e cílios postiços com rímel. Os cabelos ganharam risca lateral, foram presos com rede e depois torcidos em um coque.

Priscilla Darolt buscou inspiração em ilustrações dos anos 20 e na cantora e dançarina Josephine Baker para trazer sua coleção sofisticada, de formas retas, simples e alongadas. O principal foi o trabalho manual nos tecidos, como tingimento de carvão em seda rústica e geometrias com tramas de miçangas. Na cartela de cores, optou por amarelo claro, cinza e preto fosco. Max Weber preparou uma beleza inspirada na geometria da coleção: pele iluminada, boca com hidratante e um olho preto gráfico, com lápis na linha d’água e rente aos cílios superiores, além de muito rímel em cima e embaixo. Nos cabelos, fez rabos de cavalo, desfiando os fios com as mãos e, depois, prendendo em um coque.

A noite se encerrou com mais uma coleção de moda praia, desta vez da Cia. Marítima, em clima dos balneários do Mediterrâneo. O casting estrelado desfilou biquínis também com partes de baixo mais larguinhas e maiôs bem recortados. Estampas rebuscadas como peles de animais em cores fortes, listras e florais vintage. Apareceram, nos acabamentos, bordados de canutilhos, crochê, franjas de correntes e a logo da boneca Barbie (em parceria com a grife). Na beleza, criação de Daniel Hernandez: pele bem feita, 4 tons de blush que iam do rosa ao marrom com iluminador cremoso por cima, rímel em ambos os cílios, gloss nas pálpebras e, na boca, gloss vinho suave. Babyliss nos cabelos, que depois eram presos em um coque e, então, soltos novamente para evitar a cara artificial do babyliss.

Fotos: Agência Fotosite

16 de jun de 2011

Ontem o SPFW foi aberto pelo desfile da Cavalera ao ar livre, na beira da lagoa do Parque do Ibirapuera. O tema: Frida Kahlo ouvindo Janis Joplin na comemoração do Dia dos Mortos do México. Ou seja, um desfile performático e colorido, onde atores abriram a apresentação carregando adereços com a logo da marca. Para as mulheres, calças jeans pretas ou bem claras, justas e com bocas de sino. Também vieram vestidos fluidos com grandes bordados de flores, bem latinos. Os homens desfilaram uma alfaiataria despojada, que variava entre o mais solto e confortável e o mais estruturado e com recortes. Apareceram, também, misturas de cores tipo textura de ponchos. A beleza ficou a cargo de Robert Estevão, que fez das meninas “Fridas Kahlo”, com sobrancelhas marcadas, maça do rosto marcada com blush rosa e cílios superiores destacados com curvex e rímel. Já nos cabelos, duas tranças em linha diagonal, de cima para baixo, e embutidas. As pontas faziam um S e o elástico era escondido dentro do cabelo. A frente era dividida ao meio e, para finalizar, um arranjo de flores em cima!

Fotos: Agência Fotosite

A grife Gloria Coelho trouxe uma coleção inspirada no amor universal, nas energias de cura e na psicodelia e cultura do final da década de 60 e início dos 70. E mais: misturou a isso referências de personagens do X-Men, trazendo uma pegada futurista. Peças em couro com recortes vazados em cima de vestes ricas em textura e brilho. Vestidos ora lisos ora gráficos e plastificados ora com recortes. Nas cores, preto, cinza, gelo, off-white, laranja, rosa, pele, roxo e verde-fluorescente. O make de Fabiana Gomes trouxe pele bem feita, iluminada na zona T e no arco do lábio e pontos de luz nos cantos dos olhos. Foram usados cremes em quatro cores (laranja, amarelo, verde e azul) para criar um efeito gráfico e, por cima, o mesmo iluminador foi usado para dar brilho. Nos lábios, só hidratante. Já os cabelos foram criados por Ricardo Rodrigues, do Studio W, com inspiração nos anos 60 e na modelo Twiggy, mas ao mesmo tempo meio futurista: ar engomadinho, repartidos na lateral e colocados atrás da orelha.

Fotos: Agência Fotosite

De volta ao SPFW, a Mario Queiroz se inspirou no modernismo, nas metrópoles e na arquitetura dos anos 30 para trazer uma coleção com peças femininas, além das masculinas. Elas, mesmo assim, vieram sóbrias e clássicas, com “cheiro” de guarda-roupa masculino. Partes de cima amplas e calças mais ajustadas. Já para eles, alfaiataria tradicional e democrática, com formas variadas nos blazers e tecidos diversos, como tricolines e jacquards, alguns recebendo detalhes de flores e acabamentos em resina ou prata. Na cartela de cores, referência a máquinas e ao início do cinema: preto, branco, cinza, chumbo e metais. A beleza foi feita por “Marcelos” do Studio W. Marcelo Andrade fez o make, que nos meninos apresentou apenas a pele corrigida. Para as meninas, os olhos foram delineados em sombra prata nos cílios inferiores, sombra dourada nos superiores, côncavo marcado em sombra de tom neutro, cinza ou marrom, e mais cílios postiços em cima. Iluminador nas maçãs do rosto e batom pêssego cremoso. Os cabelos foram criação de Marcelo Harpa, com referência no art déco e no construtivismo. A parte de cima foi feita com tri-ondas e a de baixo era lisa, prendendo levemente depois as duas partes com grampos. Nos meninos, tri-ondas mais bagunçadinhas.

Fotos: Agência Fotosite

Sofisticado e sóbrio é o verão da Huis Clos, que apresentou uma coleção geométrica, adornada por franjas e tachinhas. Volumes nas mangas e ombros com peças que exploram comprimentos variados. Calças leves e mais curtas, com volume nos quadris. Nas cores, índigo, cinza, castanho e rosê e grafismos foram construídos por recortes geométricos. Nos pés, ankle boots e botas caramelo. Daniel Hernandez preparou uma maquiagem leve, com pele tratada, curvex e rímel nos cílios e boca apagada só com lipbalm. Os cabelos foram divididos atrás em duas partes, como duas bananas embutidas para dentro, só que com as mãos (sem pentear) para dar um efeito mais bagunçado.

Fotos: Agência Fotosite

A Osklen homenageou a cultura negra no Brasil e suas influências sob o tema “Royal Black”, com uma coleção que combinou tecidos rústicos e tecnológicos com resultados simples e confortáveis. Perceptíveis as referências na capoeira, na pesca e nas baianas. A alfaiataria veio com formas soltas e arredondadas. Algumas peças tinham tramas abertas e outras eram mais estruturadas. Nas estampas, flores geométricas, coqueiros e desenhos futuristas, inclusive com bordados diversos. Entre as cores, tons crus com pontos de preto e dourado. O make foi assinado por Lyne Desnoyers, que trouxe um clima queimadinho de sol: pigmento dourado nas bochechas e olhos, só curvex sem rímel e lip balm na boca. Os cabelos foram feitos por Ricardo dos Anjos, que criou um turbante estilizado com os próprios cabelos das modelos: eles são divididos ao meio, puxando cada metade na direção das têmporas e torcendo-os para dentro. Depois, dava-se um nó no meio, prendendo com grampos novamente na própria mecha.

Fotos: Agência Fotosite

O aguardadíssimo casting da Colcci, estrelado pela top Alessandra Ambrósio e pelo ator Ashton Kutcher, encerrou a noite, com um desfile inspirado nos anos 70. Os dois inauguraram a passarela – ela com um body laranja e jaqueta marinho e ele com camisa navy de mangas longas. A modelo Candice Swanepoel, “angel” da Victoria’s Secret, deu sequência ao desfile, que mostrou peças em colorblocking, jeans e listras navy. A década de 70 apareceu nas calças de boca larga, macacões tipo pantalona, shorts com cintura alta e bainhas desfiadas, além de tops e bodys em tricô. Na linha masculina, uma alfaiataria que também explorou o denim, além de tecidos tecnológicos com jeitinho “empapelado”. Blazers de formas variadas, calças secas e bermudas confortáveis. O colorido passeou pelo azul, laranja, amarelo, vermelho, rosa e branco. Max Weber se inspirou nas divas dos anos 70, especialmente nas Panteras, e propôs bocas vermelhas pintadas com pincel, iluminador nas bochechas, têmporas, em cima dos lábios e nas pálpebras, além de rímel nos cílios superiores. Cabelos em babyliss grosso que eram presos com grampos por um tempo e depois soltos novamente, bem diva.

Fotos: Agência Fotosite

15 de jun de 2011

A grife Reinaldo Lourenço foi a primeira a desfilar no segundo dia do SPFW Verão 2012, na FAAP. A coleção foi inspirada no glamour dos anos 50 e no brilho dos diamantes, com peças longilíneas que valorizam seios, ombros e costas. Na alfaiataria, cigarettes, corseletes e transparências. Os ombros ganharam destaque com ombreiras e vestidos longos chamaram muita atenção pelo glamour, especialmente pelos recortes inspirados na lapidação de diamantes. Para o make, Lyne Desnoyers, revisitou belezas icônicas como Marilyn Monroe e Dita Von Teese. Nos olhos, delineador nos cílios superiores e inferiores, bastante rímel e uma sombra que na verdade era o blush utilizado no contorno do rosto. A pele veio bem feita e a boca misturava quatro tons para chegar a um tom rosado nude. Nos cabelos, feitos por Ricardo Rodrigues do Studio W, rabos de cavalo na altura da orelha, esticados na lateral, parte de cima natural e sem volume.

Fotos: Agência Fotosite

Os movimentos das cores foram a inspiração da Movimento, marca de moda praia. A parceria com o artista plástico George Barbosa garantiu lindas estampas pintadas à mão. Nos biquínis, predominaram os lacinhos ou laterais mais fininhas na parte de baixo e também as calcinhas mais altas (tendência da estação) combinadas a tops ou blusinhas. Entre os maiôs, cavas generosas ou acoplados a sainhas. Aliás, o uso de babados foi destaque no desfile. Para o pós-praia, peças em tecidos mais encorpados e cinturas marcadas por cintos. Na beleza de Daniel Hernandez, os cantos internos dos olhos vieram delineados em dourado, com rímel em cima e embaixo e sobrancelha marcada. Gloss incolor na boca, blush dourado para marcar o ossinho e rosado na maçã do rosto. Os cabelos estavam presos, com uma textura tipo de dreads, e enfeitados com penas.

Fotos: Agência Fotosite

Alexandre Herchcovitch apresentou sua coleção feminina com muita sofisticação e delicadeza. As peças trazem inspirações vintage, dos anos 40, 50 e 60, em silhuetas elaboradas, tecidos ricos e cores suaves como rosa, bege, baunilha e azul claro, com algo de preto e vermelho. Algumas produções traziam cortes que lembravam o avesso de roupas; outras, vestidos com recortes como se fossem combinações. Vestidos em linha reta chamaram a atenção pela cintura marcada e bordados cuidadosos, inclusive com cristais. No make de Celso Kamura, foi priorizada a beleza natural das modelos. Pele corrigida, boca hidratada, glitter na pálpebra móvel e nada de rímel. Nos cabelos, duas opções: um coque bagunçadinho em cima ou soltos e levemente ondulados, para receber bonés durante o desfile.

Fotos: Agência Fotosite

Tênis – o esporte – foi o tema do desfile da Cori, que apresentou uma coleção que explorou plissados e o comprimento longuete, com imagens minimalistas e urbanas. Na alfaiataria, os blazers surgiram em comprimentos e formas distintos – curtos e quadrados, longos e boyfriend. As calças eram curtas, secas e com pregas, e os tecidos misturavam fibras naturais a tecnológicas e plastificadas. Vestidos com inspiração nos anos 20 e saias e shorts tipo envelope. Na cartela de cores, off-white, nude, turquesa, verde-limão, preto e vermelho. A beleza de Daniel Hernandez veio simples: pele hidratada, gloss incolor e rímel. Os cabelos eram chapados e foram presos em um rabo de cavalo com risca lateral.

A Iódice trouxe uma coleção verão inspirada na primavera, com peças confortáveis e femininas, variando das longas e fluidas a algumas mais justas e curtas. Saias evasês, decotes em V nas costas e ombros, recortes geométricos acompanhados por alfaitaria que trouxe calças e macacões com fendas grandes. Muitos looks brancos, mas as estampas de flores também apareceram, em preto ou em efeito óptico colorido. O make de Lyne Desnoyres trouxe sofisticação com naturalidade, usando foco de luz nas pálpebras, contornos esfumaçados nos olhos e brilho na boca com gloss. Já os cabelos vieram presos em tranças baixas.

Fotos: Agência Fotosite

Jefferson Kulig desenvolveu, segundo ele mesmo, uma coleção da “trama para forma e a forma para a trama”, trazendo peças com trabalhos de texturas e materiais contrastantes, com tecidos de borracha se contrapondo a tricôs e técnicas artesanais. As calças de alfaiataria, chamadas de TK-Jacquard, eram secas e em tecidos tecnológicos. A mistura também apareceu nas estampas, como prints de cavalos, florais e tramas. Mais uma vez, o branco predominou na passarela, com pontos de amarelo lima, prata e preto. Na beleza, Cayo Lanza buscou um ar de “mulher rica”. A pele recebeu airbrush em um tom mais claro que a pele de cada modelo, corretivo em volta dos olhos e pó no mesmo tom. Rímel apenas nos cílios superiores e um pouco de gloss na boca. Os cabelos foram produzidos por Silvio Cesar e vieram lisos com escova e presos em um rabo baixo, divididos no meio.

Fotos: Agência Fotosite

Para encerrar o dia, a Triton misturou Califórnia e Tropicalismo em uma coleção tropical-chique. O desfile também foi aberto por peças brancas com transparências e brilhos de lurex furta-cor. Blusas e vestidos traziam ombros derrubados e estampas tropicalistas vibrantes. Apareceram, também, aplicações de penas e plumas. A beleza, bem simples e limpa, ficou a cargo de Robert Estevão: olhos com sombra marrom esfumada, nada de rímel, base nos lábios para apagá-los e iluminador para realçar as maçãs do rosto. O cabelo veio liso e reto, com franja lateral, e colocado atrás da orelha.

Fotos: Agência Fotosite

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