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Todo mundo quer ter, mas esquece que é preciso ser.
26 de jan de 2012

Abrindo o domingo no SPFW, a Cavalera desfilou na Estação da Luz sua coleção Cowboys Urbanos. O jeanswear veio bem variado, do mais despojado (lavagem clássica e aspecto corroído) aos mais avançados (imitando couro). O moletom apareceu com fundo branco, coberto por estampas coloridas, texturas, paetês, bordados e recortes. Na alfaiataria, mistura de materiais, como lã e sarja, à transparência das rendas. Os meninos ganharam jaquetas perfecto e as meninas casacos mais curtos. Vestidos transparentes e curtos, com tecidos e texturas mixados, chamaram a atenção. Entre as cores, o preto predominou, com entradas de vermelho, azul, verde-militar e cáqui. A beleza de Robert Estevão teve um clima “Motown”. A pele foi feita com hidratante, corretivo e blush coral. Os olhos tinham delineador preto e rímel e a boca veio laranja com iluminador aplicado por cima com leves “batidinhas”. Os cabelos eram bem armados em cima, em um estilo Amy Winehouse, com um rabo de cavalo baixo e mechas frontais ladeando a cabeça.

Trazer o campo para a cidade foi a proposta da Jefferson Kulig, que misturou romantismo à tecnologia em silhuetas mais soltas. As roupas misturavam materiais – veludo, silicone, tafetá, borracha e sintéticos – e ganhavam estampas geométricas inspiradas em seixos. Vestidos bordados com flores recortadas que tinham efeitos visuais e conjuntos listrados que, na verdade, eram fitas de veludo e silicone contrapostas, foram alguns dos destaques. Na cartela de cores, tons neutros: branco, cáqui, ocre, salmão, preto e rosa. O make foi assinado por Cayo Lanza, com pele natural, com corretivo e sem blush; sobrancelha levemente marcada, pálpebras com um toque de cor no meio, de acordo com cada tom de pele; olhos com muito rímel; e batom rosa. Os cabelos foram feitos por Mario Nova, limpos, lisos e quase sem nenhum produto. O que ele fez dforam toucas com grampos e bobs grandes e, depois, os soltou, repartiu ao meio e jogou para trás da orelha.

A FH por Fause Haten se inspirou em um clima Havaí, especialmente o dos filmes de Elvis Presley nos anos 60. Vestidos decotados tinham drapeados, lembrando saias pareôs, e franjas de pele. Os hibiscos e outras plantas apareciam em estampas e em paetês, e os colares havaianos foram bordados em vestidos ou feitos em estola. Os looks masculinos tinham alfaiataria combinada à moletons e brilho. Entre as cores, preto, prata, verde e uva. Ricardo dos Anjos destacou os olhos em marrom, com pigmento na pálpebra móvel e sombra nos cantos externos, rente aos cílios, além de muito rímel com curvex e lápis preto dentro dos olhos. A pele foi feita depois, com base + hidratante aplicada com pincel de fibra ótica, blush com leve brilho e boca vinho, uma mistura de 3 batons. Os cabelos receberam mousse para efeito molhado e foram jogados para trás.

O filme Viagem a Darjeeling, ambientado na Índia, serviu de inspiração para Juliana Jabour. Casacos variados, justos ou amplos, esquentam a coleção de inverno, em tweed rústico com bordados e brilho do lurex. Os vestidos eram sofisticados, com silhueta anos 20, e bordados com vidrilhos. A alfaiataria foi feita em tecidos como crepe, lã e jacquard metalizado, e tricôs étnicos enfeitavam as peças. As produções monocromáticas se balanceavam com contraposição de texturas e pesos, como camisas soltas com saias arrendodadas, tipo anos 60. As cores davam o clima da viagem: açafrão, amarelo, nude, laranja, preto e cinza mescla. Henrique Martins buscou nos anos 60 as referências para a beleza: pele limpa, hidratada e corrigida com base; sombra marrom rente aos cílios de baixo, cílios postiços e rímel; boca hidratada e batom rosa de acabamento lustre. Os cabelos eram ondulados, com textura natural, presos em meio rabo com um topete alto todo desfiado. Para finalizar, bastante spray no topete.

A Colcci foi a última a desfilar, com Alessandra Ambrósio, grávida, abrindo e fechando  passarela, além do ator Ashton Kutcher na primeira fila. O desfile foi mais sofisticado, com jeanswear ganhando recortes em índigo e lavagens diversas para as meninas e clássicas Five pockets e jaquetas nos meninos. O couro apareceu na alfaitaria masculina e em looks femininos, enquanto o tricô apareceu em peças como vestidos, blusas e saias longas e lápis. Casacos de náilon ganharam cara nova. A beleza foi de Robert Estevão: boca super vermelha (resultado da mistura de dois batons), pele hidratada + base + corretivo + iluminador em pó, rímel e sobrancelhas bem marcadas com máscara. Nos meninos, apenas hidratante e corretivo. Eles desfilaram com topete estilo Elvis, com o resto do cabelo jogado para trás; elas, com um coque alto meio soltinho, finalizado com spray.

Todas as fotos: Agência Fotosite

16 de jun de 2011

Ontem o SPFW foi aberto pelo desfile da Cavalera ao ar livre, na beira da lagoa do Parque do Ibirapuera. O tema: Frida Kahlo ouvindo Janis Joplin na comemoração do Dia dos Mortos do México. Ou seja, um desfile performático e colorido, onde atores abriram a apresentação carregando adereços com a logo da marca. Para as mulheres, calças jeans pretas ou bem claras, justas e com bocas de sino. Também vieram vestidos fluidos com grandes bordados de flores, bem latinos. Os homens desfilaram uma alfaiataria despojada, que variava entre o mais solto e confortável e o mais estruturado e com recortes. Apareceram, também, misturas de cores tipo textura de ponchos. A beleza ficou a cargo de Robert Estevão, que fez das meninas “Fridas Kahlo”, com sobrancelhas marcadas, maça do rosto marcada com blush rosa e cílios superiores destacados com curvex e rímel. Já nos cabelos, duas tranças em linha diagonal, de cima para baixo, e embutidas. As pontas faziam um S e o elástico era escondido dentro do cabelo. A frente era dividida ao meio e, para finalizar, um arranjo de flores em cima!

Fotos: Agência Fotosite

A grife Gloria Coelho trouxe uma coleção inspirada no amor universal, nas energias de cura e na psicodelia e cultura do final da década de 60 e início dos 70. E mais: misturou a isso referências de personagens do X-Men, trazendo uma pegada futurista. Peças em couro com recortes vazados em cima de vestes ricas em textura e brilho. Vestidos ora lisos ora gráficos e plastificados ora com recortes. Nas cores, preto, cinza, gelo, off-white, laranja, rosa, pele, roxo e verde-fluorescente. O make de Fabiana Gomes trouxe pele bem feita, iluminada na zona T e no arco do lábio e pontos de luz nos cantos dos olhos. Foram usados cremes em quatro cores (laranja, amarelo, verde e azul) para criar um efeito gráfico e, por cima, o mesmo iluminador foi usado para dar brilho. Nos lábios, só hidratante. Já os cabelos foram criados por Ricardo Rodrigues, do Studio W, com inspiração nos anos 60 e na modelo Twiggy, mas ao mesmo tempo meio futurista: ar engomadinho, repartidos na lateral e colocados atrás da orelha.

Fotos: Agência Fotosite

De volta ao SPFW, a Mario Queiroz se inspirou no modernismo, nas metrópoles e na arquitetura dos anos 30 para trazer uma coleção com peças femininas, além das masculinas. Elas, mesmo assim, vieram sóbrias e clássicas, com “cheiro” de guarda-roupa masculino. Partes de cima amplas e calças mais ajustadas. Já para eles, alfaiataria tradicional e democrática, com formas variadas nos blazers e tecidos diversos, como tricolines e jacquards, alguns recebendo detalhes de flores e acabamentos em resina ou prata. Na cartela de cores, referência a máquinas e ao início do cinema: preto, branco, cinza, chumbo e metais. A beleza foi feita por “Marcelos” do Studio W. Marcelo Andrade fez o make, que nos meninos apresentou apenas a pele corrigida. Para as meninas, os olhos foram delineados em sombra prata nos cílios inferiores, sombra dourada nos superiores, côncavo marcado em sombra de tom neutro, cinza ou marrom, e mais cílios postiços em cima. Iluminador nas maçãs do rosto e batom pêssego cremoso. Os cabelos foram criação de Marcelo Harpa, com referência no art déco e no construtivismo. A parte de cima foi feita com tri-ondas e a de baixo era lisa, prendendo levemente depois as duas partes com grampos. Nos meninos, tri-ondas mais bagunçadinhas.

Fotos: Agência Fotosite

Sofisticado e sóbrio é o verão da Huis Clos, que apresentou uma coleção geométrica, adornada por franjas e tachinhas. Volumes nas mangas e ombros com peças que exploram comprimentos variados. Calças leves e mais curtas, com volume nos quadris. Nas cores, índigo, cinza, castanho e rosê e grafismos foram construídos por recortes geométricos. Nos pés, ankle boots e botas caramelo. Daniel Hernandez preparou uma maquiagem leve, com pele tratada, curvex e rímel nos cílios e boca apagada só com lipbalm. Os cabelos foram divididos atrás em duas partes, como duas bananas embutidas para dentro, só que com as mãos (sem pentear) para dar um efeito mais bagunçado.

Fotos: Agência Fotosite

A Osklen homenageou a cultura negra no Brasil e suas influências sob o tema “Royal Black”, com uma coleção que combinou tecidos rústicos e tecnológicos com resultados simples e confortáveis. Perceptíveis as referências na capoeira, na pesca e nas baianas. A alfaiataria veio com formas soltas e arredondadas. Algumas peças tinham tramas abertas e outras eram mais estruturadas. Nas estampas, flores geométricas, coqueiros e desenhos futuristas, inclusive com bordados diversos. Entre as cores, tons crus com pontos de preto e dourado. O make foi assinado por Lyne Desnoyers, que trouxe um clima queimadinho de sol: pigmento dourado nas bochechas e olhos, só curvex sem rímel e lip balm na boca. Os cabelos foram feitos por Ricardo dos Anjos, que criou um turbante estilizado com os próprios cabelos das modelos: eles são divididos ao meio, puxando cada metade na direção das têmporas e torcendo-os para dentro. Depois, dava-se um nó no meio, prendendo com grampos novamente na própria mecha.

Fotos: Agência Fotosite

O aguardadíssimo casting da Colcci, estrelado pela top Alessandra Ambrósio e pelo ator Ashton Kutcher, encerrou a noite, com um desfile inspirado nos anos 70. Os dois inauguraram a passarela – ela com um body laranja e jaqueta marinho e ele com camisa navy de mangas longas. A modelo Candice Swanepoel, “angel” da Victoria’s Secret, deu sequência ao desfile, que mostrou peças em colorblocking, jeans e listras navy. A década de 70 apareceu nas calças de boca larga, macacões tipo pantalona, shorts com cintura alta e bainhas desfiadas, além de tops e bodys em tricô. Na linha masculina, uma alfaiataria que também explorou o denim, além de tecidos tecnológicos com jeitinho “empapelado”. Blazers de formas variadas, calças secas e bermudas confortáveis. O colorido passeou pelo azul, laranja, amarelo, vermelho, rosa e branco. Max Weber se inspirou nas divas dos anos 70, especialmente nas Panteras, e propôs bocas vermelhas pintadas com pincel, iluminador nas bochechas, têmporas, em cima dos lábios e nas pálpebras, além de rímel nos cílios superiores. Cabelos em babyliss grosso que eram presos com grampos por um tempo e depois soltos novamente, bem diva.

Fotos: Agência Fotosite

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