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Todo mundo quer ter, mas esquece que é preciso ser.
30 de mai de 2012

A Ágatha foi a primeira a desfilar no 3º dia de Fashion Rio Verão 2013, inspirada nas profundidades do mar. Predominaram tons de azul e verde, combinados a texturas de aplicações de pele de peixe, paetês, pedras e bordados em linha. Jeans e malha foram cobertos por plástico para trazer um efeito molhado e sobreposições de tecidos leves foram combinadas a tecidos mais rústicos. Nas formas, comprimentos bem curtos e corte boyfriend para shorts e calças, variando entre linhas esportivas, orgânicas e geométricas. A beleza de Daniel Hernandez teve pele neutra, com base e corretivo; olhos com iluminador nas pálpebras e nos cantos, côncavo marcado de marrom e rímel também marrom; e boca natural, com batom nude. Os cabelos vieram soltos, com textura e jogados para o lado.

Tendo como tema as festas portuguesas e as louças Vista Alegre, tradicionais no país, a Nica Kessler apresentou uma coleção repleta de estampas de frutas, florais e xadrez (remetendo a azulejos portugueses), babados, poás, rendas e transparências. Entre as peças, vestidos tipo anos 50, saias longas, calças em alfaiataria e macacões. Na cartela de cores, azul, branco, amarelo, vermelho, verde e cáqui. Entre os materiais, renda, seda, laise e gaze. Max Weber criou um make bem leve e natural. A pele recebeu base, sendo uma em um tom mais escuro que a pele no contorno do rosto, blush terroso nas maçãs e, um pouco mais acima, na boca e no queixo, uma base furta-cor com iluminador. Os olhos receberam corretivo mais claro abaixo da sobrancelha e um cremoso em tom terra na pálpebra móvel, além de lápis bege na linha d’água e rímel do meio para fora dos cílios. Nas sobrancelhas, delineador cremoso e, na boca, batom vermelho. Os cabelos também tiveram inspiração portuguesa: divididos ao meio, ganharam pequenas tranças, uma em cada lateral, que vinham desde a franja até as pontas e faziam a volta uma na outra, formando algo parecido com um véu.

A R.Groove representou bem a moda masculina inspirada na cultura do skate e aliando o despojamento da moda esportiva à elegância da alfaiataria. O linho usado em camisas, calças e macacões era balanceado com elásticos de amarração coloridos e a barra dobrada das calças. A tendência do brilho não foi deixada de lado nem para os rapazes: a grife propôs fios metalizados misturados ao tricô. Entre as cores, verde, azul, laranja, off-white, nude e branco. A beleza foi feita por Rodrigo Costa, com base suave e iluminador nas têmporas, abaixo do nariz e queixo. Os cabelos ganharam topetes, feitos ao secar com laquê e passar uma pomada para sustentar e dar brilho.

A Maria Bonita Extra trouxe como tema a metamorfose e a leveza das libélulas. Com isso, misturou delicadeza e força, tanto nas formas (fluidas x estruturadas) quanto nas cores (pastéis x tons fortes), que passaram pelo rosa, roxo, azul, verde e amarelo. Foram vistas texturas com rendas e bordados em forma de borboletas, além de estampas de poá em alfaiataria de seda e transparências. Nas formas, cintura marcada, volume na silhueta (como em vestidos anos 50) e camisas e vestidos com marcação nos ombros. A cintura ficou à mostra na combinação de tops com bojo meia-taça e calças cenoura. Helder Rodriguez buscou a mesma combinação atitude + suavidade no make: pele bem leve e olhos fortes, com sombra marrom cintilante e muito rímel, além de blush pêssego e batom coral cintilante. Os cabelos foram penteados para trás, com uma mecha dos fios da frente presa atrás com um presilha feita com o próprio cabelo, fixada por grampos.

O universo náutico marcou presença, mais uma vez, na passarela de verão. A Coven desfilou estampas navy em azul, branco e vermelho, com tecidos maleáveis em corte de alfaiataria. O tricô fez as vezes de rede de pesca, enquanto aplicações de pedra e bordados traziam outras texturas. Outros detalhes foram os babados e as correntes douradas que formavam franjas. Novamente, os tops contribuem para o frescor da estação. Já os pés desfilaram em scarpins bicolores. A beleza ficou a cargo de Daniel Hernandez, com base, corretivo, pó, rímel marrom nos cílios superiores, lápis branco na linha d’água e batom vermelho vivo. O cabelo veio bem chapado, jogado para o lado com uma risca bem marcada e uma mecha lateral molhada de gel.

A última a desfilar foi a Coca-Cola Clothing, com um tema futurista e científico. Estampas psicodélicas e geométricas, tecidos metálicos e amarrotados, recortes assimétricos, zíperes e tiras. Jeans lavados traziam o tom azul claro, que formava a cartela de cores junto com vermelho, amarelo, rosa e nude. Tecidos leves de verão (algodão, seda) dividiram espaço com outros mais pesados, como couro envernizado e tricô. Os tops estilo anos 90 estão com tudo e não podiam faltar, assim como as calças cenoura. Nos pés das meninas, plataformas altíssimas de madeira; nos meninos, tênis. A maquiagem de Max Weber teve inspiração nos anos 80, com hidratante, corretivo, sombra verde turquesa + gloss incolor para efeito molhado e hidratante labial. Os cabelos femininos estavam soltos com textura podrinha e os masculinos com um super topete.

Todas as fotos: Agência Fotosite

25 de jan de 2012

Sábado passado foi o terceiro dia de desfiles do SPFW, que começou com a coleção de inverno 2012 de Reinaldo Lourenço. O tema era a estética gótica com referências na Catedral de Notre Dame, trabalhando luz e sombras para trazer uma “bruxa urbana”. Para isso, trabalhou o oculto através de formas desconstruídas, vestidos alongados com capuzes em estampas geométricas, como vitrais medievais, e outros que mesclavam faixas vazadas com abotoamento de cristais. A saia lápis vem forte na alfaiataria, que estava mais ajustada ao corpo destacando os ombros. Entre os materiais, combinações de lã, verniz, couro, veludo cristal, crepe, seda e georgete, com bordados de cristais pretos e coloridos. A cartela de cores ficou em preto, cinza, nude, prata e vermelho. O make foi assinado por John Stapleton com execução de Fabiana Gomes. Eles prepararam uma pele pálida com primer, base branca e iluminador no centro do rosto. Os olhos foram marcados com lápis preto em um traço reto e imperfeito, que foi esfumado levemente, e ganharam sombra metálica carbono e curvex nos cílios, sem rímel. A boca também era pálida. Os cabelos foram criados por Ricardo Rodrigues, lisos e texturizados com a ajuda de um aparelho que parece um babyliss duplo. Então, foi feita uma trança única para conseguir ondas menos definidas, que depois foram soltas e o cabelo dividido ao meio em uma risca perfeita. Para finalizar, uma pomada em pó.

A Ellus veio em seguida, inspirada nos países nórdicos, especialmente nos vikings, e no heavy metal, mas de uma forma sofisticada. As peças vieram estruturadas, com texturas, dobraduras e bordados de franjas de paetês. Outras, em couro, tinham corte a fio e eram mais minimalistas. Variados casacos, trench-coats e jaquetas (incluindo variações da perfecto) chamaram a atenção, assim como vestidos, coletes e blazers de alfaiataria em leather denim (índigo com aspecto de couro) e jeanswear em color denim acompanhado de roupas douradas e cobres. John Stapleton também foi o responsável pela beleza da grife, bem fresh e natural. Pele limpa mais dois tipos de primer. Na boca, mistura de batons vinho e nude. Nos olhos, rímel marrom aplicado com pincel. Os meninos ganharam pele clean e levemente corrigida. Os cabelos foram trabalhados por Robert Estevão e vieram lisos e escovados, com cara de hidratados. Entre as meninas, algumas tinham bobs grandes na frente da cabeça para dar volume e movimento e outras ganharam rabos de cavalo bem baixos.

Inspirada no Art Decó e no Futurismo, a grife de Mario Queiroz apresentou um desfile que reaproveitou tecidos de coleções anteriores. A alfaiataria foi precisa, com recortes nos casacos que variavam entre longos, marcando o quadril, e mais curtos, deixando para brincar com tons de cinza em padronagens e matérias-primas. A camisaria tinha recortes na altura do peito, com estampas gráficas, e ganhando punhos e bainhas elásticas. Nas peças femininas, as propostas masculinas eram reinterpretadas ajustadas ao corpo e ganhavam com saias longas plissadas. Entre os materiais, lã, jacquard, organza e cristais. Dois “Marcelos” foram responsáveis pela beleza: o Andrade fez a maquiagem, que combinava os anos 20 e 50, com leves toques de androginia. Nas meninas, pele hidratada e corrigida, sobrancelha bem marcada, bocas variando entre um tom mais claro e um marrom bem escuro e brilhoso, blush matte para fazer o contorno do rosto e iluminador no alto das bochechas. Os meninos tiveram a pele limpa e iluminador nas têmporas. Já os cabelos foram de outro Marcelo, o Harpa, que quis tudo bem natural. As meninas que tinham batom escuro, ganhavam coques baixos e torcidinhos; as de batom mais claro, solto e amassadinho. Nos meninos, cabelos clean retocados com pomada seca.

Olhando para lingeries vintage, quando eram cortadas e bordadas à mão, a Huis Clos trabalhou renda, malhas de lã e veludo cristal em peças minimalistas e elegantes. A lingerie aparecia nas rendas brocadas que enfeitam pescoços, decotes e saias curtas, e em alças finas de vestidos. Os looks ganharam volumes que começavam nos ombros e casacos amplos e ligeiramente estruturados tinham golas com uma pequena dobradura. Destaque para os macacões em diferentes comprimentos, os vestidos em veludo cristal com mangas princesa e os looks monocromáticos com meia mescla. Entre as cores, muitas variações de cinza com um pouco de bege, bordô e menta. Helder Rodrigues fez a beleza, com maquiagem de olhos bem marcados: na pálpebra móvel, mistura de sombras em tons de marrom (matte, médio, acinzentado e acobreado) e, por dentro, lápis bege. Antes de entra na passarela, era aplicado um gloss por cima. A pele foi hidratada e finalizada com pó, sem base ou iluminador, e ganhou blush matte e boca nude. Os cabelos foram escovados, lisos e divididos na direção do olho direito, sem produtos.

O último desfile foi o de Samuel Cirnansck, que vê roupas como jóias. Tecidos como musseline, gazar de seda e cetim foram desfiados e navalhados artesanalmente até parecerem peles de animais.  Vestidos longos eram volumosos e cobertos de pedraria, em tons de dourado, nude e preto; já os curtos tinham bordados com inspiração celta. O único casaco da coleção tinha mais de 80 metros de franjas de seda desfiada e trançada em fita de cetim. Nos pés, sapatos dourados e prateados com transparências, criados em parceria com Jorge Bischoff.

A beleza foi assinada por Celso Kamura. Os cabelos vieram repartidos na lateral, com rabo baixo trançado e desfiado. O make teve 3 looks diferentes:

- Maquiagem em dourado (modelos negras): côncavo com sombra carbono e pigmentos marrom e dourado, cílios postiços, muito rímel e delineador na parte de baixo, boca apagada com corretivo e os pigmentos aplicados no meio da boca.

- Maquiagem em branco (modelos morenas e loiras): canto interno do olho preenchido com branco, sombra prata subindo acima das sobrancelhas e espalhada no canto externo, tufinho de cílios brancos também no canto externo e iluminador nas têmporas e na boca.

- Maquiagem em preto (modelos morenas e loiras): sombra carbono no cantointerno dos olhos, pigmento cinza ultrapassando o limite das sobrancelhas, iluminador nas têmporas e no centro da boca apagada, cílios postiços e rímel.

Todas as fotos: Agência Fotosite

13 de jan de 2012

A grife Bianca Marques – estreante no Fashion Rio – foi a primeira a entrar na passarela ontem, terceiro dia de evento, inspirada no mundo da dança. A bailarina Ana Botafogo apresentou um solo para abrir o desfile, que seguiu com a proposta de mostrar opções para um inverno com dias frios ou quentes. No calor, decotes, alcinhas e recortes de um ombro só em macacões e vestidos de seda; no frio, longos e terninhos de veludo. Outros materiais usados foram tricô, renda, organza, cetim e o tule, que criava sobreposições em vestidinhos e macaquinhos. Algumas peças ganharam bordados e brilhos e as formas foram diversas, ora esvoaçantes ora ajustadas. A beleza, criada por Max Weber, preparou a pele com base e corretivo. Nos olhos, dois tipos de sombras pretas, delineador no final do canto externo do olho, muito rímel e lápis branco na linha d’água. Um iluminador foi aplicado nas têmporas, perto das sobrancelhas, no dorso do nariz e no queixo para dar efeito “branquinho”. No lugar de blush, uma base bege e, nos lábios, batom nude. Os cabelos foram desfiados com ajuda de mousse e, então, presos bem no topo da cabeça em um coque chignon.

Outra marca que preferiu pensar em um inverno não tão rigoroso, especialmente para os cariocas, foi a Maria Bonita Extra. Para isso, teve como referência os 21 anos da própria grife e revisitou estampas, tecidos e formas do passado. Comprimentos e mangas vieram curtos em tecidos leves e bodys eram combinados a boleros ou casaquinhos. Chamaram a atenção as saias balonês super armadas e o uso do brilho em diversas peças. Entre as cores, predominância de vermelho, verde e azul combinados a estampas com desenhos variados, como listras, lacinhos e onças. Nos pés, sapatos super altos e estampados. Robert Estevão assinou a beleza, pensando em uma mulher sexy, mas ainda com o espírito jovem da marca: pele pálida de inverno, delineador/esfumador de ponta macia, um pouco de rímel e iluminador nas têmporas. O penteado escolhido foi um rabo olímpico acima da orelha com textura, feito com escova, chapinha e mousse.

A New Order criou um clima de aeronave e se inspirou no estilo futurista das aeromoças dos anos 60, trazendo para a passarela acessórios como frasqueiras, malas, mochilões, maxibags quadradonas, tags e lancheiras, essas últimas estilizadas em verniz. O material também apareceu nos sapatos, que vêm com ou sem salto, mas sempre com um toque de futurismo. Peças de plástico investiam na transparência e, entre as cores, apareceram azul, prateado, marfim, dourado, laranja e neon rosa e verde. A beleza seguiu o tema e Robert Estevão preparou a pele com corretivo nas imperfeições, sombra azul finalizada com outra preta escura nos olhos, muito rímel, iluminador nas têmporas e batom rosa claro. Os cabelos ganharam coques bem torcidos e presos no alto da cabeça, que depois levava chapéus.

A referência conceitual do desfile da Espaço Fashion pareceu interessante: o Rio de Janeiro visto pela perspectiva de quem chega pelo mar – relevos, a urbanização, calçadas de pedras portuguesas, art decó… As formas vieram mais secas, retas e alongadas. Fizeram sucesso os shorts curtinhos de cintura alta, alguns combinados a blusas transparentes de alfaiataria, e o trabalho de estamparia na seda. Outras peças, como vestidos, saias, jaquetas e coletes, ganharam zíperes. Nos tecidos, veludo lavado, lurex, seda, couro, musseline e tricô, em cores como coral, azul, verde, dourado, cinza, branco, off-white e preto. Ankle boots super altas e de veludo adornaram o pés das modelos. Uma beleza urbana com inspiração oriental foi a aposta de Robert Estevão, que aplicou hidrante na pele com pincel e usou corretivo, deixando um efeito mate natural. A sobrancelha foi apagada com corretivo e redesenhada reta com delineador. Os cabelos estavam super lisos, com pontas em textura seca.

Um futurismo com toque esportivo, inspirado em astronautas, foi a escolha da Coca-Cola Clothing, que mostrou roupas metalizadas nas cores prata, laranja neon e azul. Vestidos e blusas ganharam brilhos e jaquetas tiveram ombros pontudos e cortes em listras texturizados. Peças de látex transparente faziam papel de sobreposição e, na linha masculina, calças legging de lycra vinham por baixo de shorts larguinhos. Nos pés, botas e coturnos prateados. O make de Max Weber teve pele com hidratante + corretivo, olhos futuristas com sombra azul + glitter + lápis branco na linha d’água + rímel e boca hidratada com um leve pingo de cor. Os cabelos vieram naturais, soltos e alguns com apliques coloridos em azul, verde, rosa e amarelo.

Todas as fotos: Agência Fotosite

02 de jun de 2011

Confira abaixo tudo sobre o terceiro dia de desfiles no Fashion Rio Verão 2012!

A Ágatha estreou nas semanas de moda buscando reconhecimento com um desfile calcado no branco e em tons naturais como cáqui, com pinceladas de verde. As peças vieram amplas, inclusive com modelos balonê. Muitos tecidos nobres e algum toque artesanal, especialmente no uso de macramê e crochê. Nos pés, chamaram a atenção as sandálias do tipo gladiador que iam até os joelhos. A beleza ficou a cargo de Daniel Hernandez, que procurou criar uma “gótica branca”, com pele apenas corrigida, lápis branco dentro do olho e boca hidratada. Quer saber como foi a preparação dos cabelos com jeito praiano? Faça uma trança de cada lado, passe por cima a chapinha sem os dentinhos e sem apertar muito, aplique um pouco de spray e depois é só soltar tudo!

Fotos: Agência Fotosite

Muitas combinações de cores na moda masculina proposta pela R.Groove, inclusive nas listras e sobreposições. A alfaiataria veio modernizada, como, por exemplo, na calça que mistura o clássico com o saruel. Outra sugestão foi o top masculino tipo suéteres mais curtos, mas com tecidos mais leves. Lavoisier foi o responsável pela beleza, que trouxe meninos bronzeados, inclusive com o uso de spray bronzeador no corpo. No cabelo, a pomada trouxe o estilo bagunçado e “sujinho”.

Fotos: Agência Fotosite

A Coven se inspirou na Índia para mostrar uma coleção voltada principalmente para a noite, incluindo alguns modelos de vestidos princesa. Muito preto e tons fechados de vermelho, com brilho trazido pela aplicação de bordados em ouro velho e lurex. A cintura veio alta combinada com tops mais curtos, deixando à mostra um pedacinho da cintura. Já as calças são larguinhas e variam entre a cigarrete e a cenoura. Nos pés, sandálias abertas com saltos retangulares de alturas variadas. Daniel Hernandez assinou a beleza da grife, que trouxe apenas uma pele bem feita e nada de sombra, blush, batom ou rímel, destacando os detalhes aplicados no centro da testa e em pedaços das sobrancelhas, remetendo ao tema do desfile. Já os cabelos vieram super lisos e chapados.

Fotos: Agência Fotosite

A noite se encerrou com o desfile nada convencional da Blue Man, tanto pela aguardada presença da transexual Lea T. na passarela quanto pelas propostas de sua moda praia, que trouxe peças super desconstruídas. Muitas estampas e referências às florestas brasileiras e, nas peças monocromáticas, bordados garantiam o diferencial. Para as mulheres, a volta dos biquínis jeans, muitos biquínis de lacinho, como dita a tendência, e maiôs de formas tanto comportadas quanto inusitadas. Para os homens, sungas-short e bermudões. Nos pés, alpargatas coloridas. Durante o desfile, um incidente: a modelo Ana Claudia Michels escorregou e caiu na passarela, perto do momento super esperado da segunda entrada de Lea T, usando biquíni (veja mais abaixo um vídeo com o desfile na íntegra). No make, Robert Estevão buscou inspiração nas cariocas ratas de praia, com influência dos anos 70. Pele brilhosa com blush cremoso marrom e salmão e olhos com sombra em pó bronze e salmão. Nos cabelos das meninas, foi feito um babyliss com jeito “podrinho” conseguido com o uso de spray. Nos meninos, o cabelo foi escovado e estilizado com pomada e spray.

Fotos: Agência Fotosite

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